O tamanho do mercado brasileiro de carne de cordeiro congelada foi avaliado em USD 119,89 milhões em 2025 e deverá atingir USD 197,12 milhões até 2034, crescendo a uma taxa de crescimento anual composta de 5.68% de 2026 a 2034.
O crescimento do mercado de carne de cordeiro congelada é impulsionado principalmente pela evolução das preferências dos consumidores brasileiros em relação a diversas fontes de proteína, com o aumento da consciência em relação à saúde, o que leva a uma maior incorporação da carne de cordeiro nas escolhas alimentares. A convergência da expansão da moderna infraestrutura de varejo, as melhorias significativas na logística da cadeia de frio e a crescente demanda dos estabelecimentos de serviços de alimentação premium estão fundamentalmente remodelando o cenário competitivo. Além disso, o setor dominante de criação de ovelhas na região nordeste, combinado com o aumento das atividades de exportação para mercados internacionais e o aumento das exigências de certificação halal, cria oportunidades substanciais para os participantes do mercado que buscam expandir seu alcance.
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O mercado brasileiro de carne de cordeiro congelada é impulsionado pelo aumento da demanda doméstica por fontes diversificadas de proteína, pela expansão das oportunidades de exportação e por melhorias contínuas na eficiência da produção, apoiadas por práticas agrícolas modernizadas e tecnologias avançadas de processamento. A logística reforçada da cadeia de frio garante ainda mais o fornecimento consistente e a qualidade aprimorada do produto. Em 2025, o projeto e-Dutra introduziu o primeiro corredor de frete com emissão zero do Brasil entre o Rio de Janeiro e São Paulo, desenvolvido em parceria com o Grupo Traton, a Volkswagen e as partes interessadas locais, marcando um passo significativo em direção à descarbonização do frete e sinalizando uma modernização logística de longo prazo. Além desses avanços, as preferências dos consumidores por produtos de carne convenientes, premium e rastreáveis, juntamente com estruturas regulatórias de apoio e gestão de gado focada na sustentabilidade, reforçam a competitividade do setor. Além disso, a estabilidade econômica e o crescente papel dos canais digitais de varejo continuam a expandir a acessibilidade e o alcance do mercado. Em conjunto, esses fatores criam um ambiente resiliente e dinâmico que apoia o crescimento sustentado de longo prazo no setor de carne de cordeiro congelada do Brasil.
Aumento do consumo doméstico de carne vermelha
A demanda doméstica brasileira por carne vermelha, incluindo carne de cordeiro, está em constante crescimento, influenciada por mudanças nas preferências alimentares e por uma classe média em expansão que valoriza cada vez mais as dietas ricas em proteínas. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) de 2024 do IBGE, a renda familiar per capita no Brasil foi, em média, de R$ 2.069, variando de R$ 1.077 no Maranhão a R$ 3.444 no Distrito Federal, destacando a considerável variação de renda entre as regiões. Esse aumento do poder aquisitivo, combinado com a urbanização e a evolução dos estilos de vida, está catalisando a demanda por produtos de carne congelada convenientes e de alta qualidade. Os varejistas estão respondendo com ofertas diversificadas, incentivando os produtores a aumentar a produção, otimizar as cadeias de suprimentos e garantir uma disponibilidade consistente para atender às expectativas dos consumidores.
Avanços na infraestrutura da cadeia de frio
O desenvolvimento e a modernização da infraestrutura de armazenamento a frio e logística desempenham um papel fundamental no mercado de carne de cordeiro congelada, garantindo a qualidade e a segurança do produto em toda a cadeia de suprimentos. Em 2025, a Bem Brasil aprimorou suas capacidades logísticas com dois armazéns automatizados, aumentando a capacidade de armazenamento para 500.000 toneladas de alimentos congelados por ano e empregando tecnologias como o Automated Pallet Shuttle e o Easy WMS, que melhoraram a produção em 10% e a receita em 30%. Esses avanços no transporte, armazenamento e manuseio refrigerados reduzem as perdas pós-colheita, aumentam a vida útil e fortalecem a eficiência da cadeia de suprimentos, aumentando a confiança do consumidor e permitindo que os produtores atendam à demanda nacional e internacional.
Integração de canais de vendas digitais
A adoção do comércio eletrônico, das plataformas de supermercado on-line e dos mercados digitais está remodelando a distribuição e a acessibilidade da carne de cordeiro congelada, principalmente nas áreas urbanas, onde os consumidores preferem cada vez mais as compras entregues em domicílio. Prevê-se que o setor de comércio eletrônico do Brasil gere US$ 36,3 bilhões em receita em 2025, com uma estimativa de 94 milhões de brasileiros fazendo compras on-line, um aumento de 3 milhões em relação a 2024, de acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABCOMM). Esse rápido crescimento ilustra a crescente dependência dos consumidores em relação aos canais digitais, que permitem aos produtores e varejistas expandir o alcance do mercado, otimizar o gerenciamento de estoque e implementar modelos de assinatura ou de pedidos em massa. Ao conectar os produtores diretamente com os consumidores finais, o comércio eletrônico fortalece a visibilidade da marca e contribui para o crescimento geral do mercado.
O mercado brasileiro de carne de cordeiro congelada está posicionado para um crescimento notável, impulsionado pela maior disponibilidade no varejo, pelo interesse crescente dos consumidores em diversas fontes de proteína e pela maior adoção de produtos convenientes de carne congelada. As melhorias na logística da cadeia de frio e as redes de distribuição mais sólidas dão ainda mais suporte à acessibilidade do mercado. O mercado gerou uma receita de US$ 119,89 milhões em 2025 e deverá atingir uma receita de US$ 197,12 milhões até 2034, crescendo a uma taxa de crescimento anual composta de 5.68% de 2026 a 2034.
| Categoria de segmento | Segmento líder | Participação de mercado |
|---|---|---|
| Tipo | Pernil de cordeiro | 37.3% |
| Canal de distribuição | Supermercados/Hipermercados | 58.2% |
| Região | Nordeste | 45.7% |
Insights de tipo:
A perna de cordeiro domina com uma participação de mercado de37.3%do mercado total de carne de cordeiro congelada no Brasil em 2025.
A perna de cordeiro detém a maior fatia do mercado, pois os consumidores valorizam sua versatilidade, textura macia e adequação a uma ampla variedade de métodos de cozimento. Seu tamanho maior de porção também atrai as famílias e os operadores de serviços de alimentação que buscam cortes econômicos para refeições compartilhadas.
Sua forte posição é apoiada ainda pela demanda consistente de varejistas e restaurantes que priorizam cortes que oferecem alto rendimento e qualidade previsível. Como os formatos congelados melhoram o prazo de validade e a disponibilidade, a perna de cordeiro continua a superar outras categorias tanto em volume quanto em preferência.
Informações sobre o canal de distribuição:
Os supermercados/hipermercados lideram com uma participação de mercado de 58.2% do mercado total de carne de cordeiro congelada no Brasil em 2025.
Os supermercados e hipermercados representam o maior segmento devido à sua capacidade de oferecer uma ampla seleção de produtos, disponibilidade consistente e condições confiáveis de cadeia de frio. A presença estabelecida no varejo de supermercados e hipermercados, que permite que os consumidores tenham acesso a diversos cortes e qualidade confiável, é sustentada pelo imenso tamanho do setor, com a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) relatando vendas de supermercados de US$ 197 bilhões em 2024 em 424.120 lojas que atendem 30 milhões de consumidores diariamente.
Seu domínio é apoiado ainda por uma forte atividade promocional e formatos de compras convenientes que atraem um grande tráfego de pessoas. Com melhor infraestrutura de armazenamento e maior variedade de marcas do que os pontos de venda menores, os supermercados e hipermercados continuam sendo o principal canal de compras de carne de cordeiro congelada nas regiões urbanas e suburbanas.
Insights regionais:
O Nordeste exibe uma clara predominância com um 45.7% participação no total de carne de cordeiro congelada do Brasilmercado em 2025.
O Nordeste lidera o mercado devido à sua grande base populacional, à expansão das redes de varejo e ao aumento do consumo de diversas opções de proteínas. O número crescente de centros urbanos na região sustenta uma demanda mais forte por produtos de carne congelada convenientes, incluindo cordeiro.
As práticas alimentares culturais e o aumento do poder aquisitivo das famílias também contribuem para uma maior adoção da carne de cordeiro congelada. À medida que os supermercados e hipermercados expandem sua presença e melhoram a logística da cadeia de frio, a acessibilidade e a disponibilidade aumentam, reforçando a posição de liderança do Nordeste no mercado.
Por que o mercado brasileiro de carne de cordeiro congelada está crescendo?
Expansão do mercado de exportação
O crescimento do mercado brasileiro de carne de cordeiro congelada é cada vez mais impulsionado pela expansão da demanda internacional, já que os mercados do Oriente Médio, Europa e Ásia buscam produtos de carne rastreáveis e de alta qualidade. Em 2024, o Brasil obteve novas autorizações de exportação de Cingapura para carne de cordeiro e produtos relacionados, marcando a 11ª expansão do mercado de exportação do país naquele ano e fortalecendo sua presença no comércio global. Essas aprovações não apenas aumentam os fluxos de receita e estabilizam os preços domésticos, mas também incentivam os produtores a ampliar suas operações. Ao aderir a rigorosos padrões sanitários e de qualidade, o Brasil consolida sua reputação de fornecedor confiável, tornando o crescimento das exportações um fator fundamental para o desenvolvimento setorial de longo prazo.
Políticas governamentais e suporte regulatório
As políticas governamentais e as estruturas regulatórias desempenham um papel fundamental na formação do setor de carne de cordeiro congelada, promovendo a segurança dos alimentos, a rastreabilidade e os padrões de qualidade que aumentam a credibilidade internacional. Em 2025, o Ministério da Agricultura lançou o Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), melhorando a rastreabilidade dos animais desde o nascimento até o consumo, fortalecendo assim a segurança dos alimentos, a transparência e o acesso ao mercado global. Juntamente com incentivos fiscais, como isenções fiscais e subsídios para produtores de gado, e iniciativas estratégicas de apoio às exportações, essas medidas estimulam a expansão da produção, a modernização e a conformidade com os requisitos sanitários. Em conjunto, essas políticas criam um ambiente seguro e previsível, promovendo o investimento e o crescimento de longo prazo no setor.
Iniciativas de desenvolvimento regional fortalecidas
O crescimento do mercado é impulsionado por programas de desenvolvimento regional direcionados que melhoram a estrutura e a eficiência da criação de ovinos. Em 2024, a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) discutiu o fortalecimento da Rota do Cordeiro e do Leite no Rio Grande do Sul, sinalizando um esforço coordenado para elevar os padrões de produção e a integração do mercado. As visitas do consultor Daniel Benitez&rsquo a Bagé e Sant'Ana do Livramento tiveram como objetivo avaliar as capacidades locais e identificar estratégias práticas para a expansão do setor. As reuniões programadas para novembro para avaliar o progresso e ampliar a rota para abranger todos os componentes da criação de ovinos refletem um compromisso estratégico de longo prazo com a produtividade, a integração e o desenvolvimento da cadeia de valor. Essas ações coordenadas fortalecem as capacidades dos produtores, incentivam o investimento e criam um ambiente mais competitivo, apoiando coletivamente o crescimento do mercado.
Quais são os desafios que o mercado brasileiro de carne de cordeiro congelada está enfrentando?
Concorrência de alternativas de proteína de baixo custo
A forte preferência do consumidor brasileiro por carne bovina, de aves e suína limita significativamente as oportunidades de crescimento para a carne de cordeiro congelada, já que essas proteínas são mais acessíveis e culturalmente enraizadas nas dietas diárias. Seus preços mais baixos e sua ampla disponibilidade criam um ambiente competitivo no qual a carne de cordeiro luta para obter ampla aceitação. Isso força os fornecedores a se concentrarem na diferenciação por meio de qualidade superior, cortes especializados, embalagens premium e estratégias de marketing direcionadas. Apesar desses esforços, a substituição continua limitada, o que torna difícil para a carne de cordeiro congelada expandir sua participação nos principais mercados de varejo.
Conformidade regulatória e requisitos de segurança alimentar
Os fornecedores de carne de cordeiro congelada no Brasil devem cumprir rigorosas normas de segurança alimentar, higiene e qualidade, que incluem protocolos de inspeção rigorosos, documentação de rastreabilidade e padrões de controle de temperatura em toda a cadeia de suprimentos. O cumprimento dessas exigências regulatórias aumenta a complexidade operacional e impõe custos de conformidade mais altos aos produtores e distribuidores. A não conformidade pode acarretar atrasos, penalidades ou recalls de produtos, o que pode prejudicar a lucratividade. Garantir uma adesão consistente nos ambientes de transporte, armazenamento e varejo continua sendo um desafio persistente, afetando a eficiência geral do mercado e diminuindo os esforços de crescimento.
Limitações da cadeia de suprimentos no armazenamento e transporte a frio
O mercado de carne de cordeiro congelada é prejudicado por lacunas na infraestrutura da cadeia de frio do Brasil, principalmente em regiões com capacidade limitada de armazenamento e transporte refrigerado. A manutenção inconsistente da temperatura durante a distribuição aumenta o risco de deterioração e afeta a qualidade do produto, levando a um desperdício maior e a custos operacionais mais altos. Essas restrições logísticas restringem a disponibilidade confiável de carne de cordeiro congelada em todo o país e reduzem sua competitividade em relação a proteínas mais acessíveis. O fortalecimento das redes de cadeia fria é essencial para apoiar o fornecimento estável, expandir a penetração no varejo e sustentar o crescimento do mercado a longo prazo nos setores doméstico e de serviços alimentícios.
O mercado brasileiro de carne de cordeiro congelada apresenta intensidade competitiva moderada, caracterizada pela presença de grandes empresas processadoras de carne ao lado de produtores regionais que competem em segmentos de preço e canais de distribuição. A dinâmica do mercado reflete o posicionamento estratégico que varia de ofertas premium, orientadas para a inovação, enfatizando a qualidade superior e cortes especializados, a produtos orientados para o valor, visando consumidores conscientes dos custos e compradores institucionais. O cenário competitivo é cada vez mais moldado pelas capacidades da cadeia de frio, pelas relações com o varejo e pela eficácia do marketing da marca em aumentar a conscientização do consumidor. As atividades de consolidação entre os principais processadores de carne estão remodelando a estrutura do mercado, enquanto os produtores regionais aproveitam as vantagens da cadeia de suprimentos local e as relações tradicionais de cultivo. Iniciativas de sustentabilidade e recursos de certificação halal estão surgindo como diferenciais competitivos para empresas que visam mercados de exportação e diversos segmentos de consumidores.
| Recursos do relatório | Detalhes |
|---|---|
| Ano base da análise | 2025 |
| Período histórico | 2020-2025 |
| Período de previsão | 2026-2034 |
| Unidades | Milhões de dólares |
| Escopo do relatório |
Exploração de tendências históricas e perspectivas de mercado, catalisadores e desafios do setor, avaliação do mercado histórico e futuro por segmento:
|
| Tipos cobertos | Cabeça de cordeiro, costela de cordeiro, perna de cordeiro, outros |
| Canais de distribuição cobertos | Supermercados/hipermercados, lojas de departamentos, B2B, canal de vendas on-line |
| Regiões cobertas | Sudeste, Sul, Nordeste, Norte e Centro-Oeste |
| Escopo de personalização | 10% de personalização gratuita |
| Suporte ao analista pós-venda | 10-12 semanas |
| Formato de entrega | PDF e Excel por e-mail (também podemos fornecer a versão editável do relatório em formato PPT/Word mediante solicitação especial) |