O tamanho do mercado brasileiro de carnes foi avaliado em US$ 31,53 bilhões em 2025 e deverá atingir US$ 37,32 bilhões até 2034, crescendo a uma taxa de taxa de crescimento anual composta de 1,89% de 2026-2034.
A posição do Brasil como o maior exportador de carne bovina do mundo e o segundo maior produtor de carne de frango sustenta uma dinâmica de mercado robusta, impulsionada pela forte demanda global, principalmente da China e dos mercados asiáticos. As vantagens competitivas de produção do país, incluindo vastas áreas de pastagem, condições climáticas favoráveis e acesso a ingredientes de ração de baixo custo provenientes de sua produção substancial de milho e soja, apóiam o consumo interno sustentado e o crescimento das exportações. As preferências culturais profundamente enraizadas na culinária brasileira, combinadas com a melhoria da renda familiar e a expansão da infraestrutura de varejo, continuam a fortalecer a participação do Brasil no mercado de carnes;
Por tipo: A carne crua domina o mercado com uma participação de 78,5% em 2025, impulsionado pelos padrões tradicionais de consumo e pela forte cultura do churrasco nos lares brasileiros;
Por produto: O frango lidera o mercado com uma participação de 34,8% em 2025, apoiado por vantagens de preço acessível e alta acessibilidade de proteínas para consumidores preocupados com o preço;
Por canal de distribuição: Os supermercados e hipermercados representam o maior segmento, com uma participação de mercado de 58,9% em 2025, devido à ampla variedade de produtos e à infraestrutura integrada da cadeia de frio;
Por região: O Sudeste domina com uma participação de 38,8% em 2025, ancorado pelas áreas metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro, com população concentrada e poder aquisitivo;
Principais participantes: O mercado brasileiro de carnes apresenta uma consolidação significativa, com os principais processadores nacionais competindo com operações multinacionais integradas nas cadeias de valor de carne bovina, aves e suína;
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O setor de carnes do Brasil continua a se beneficiar de sua infraestrutura integrada de cadeia de suprimentos que conecta extensas fazendas de gado e operações de aves a modernas instalações de processamento e redes de distribuição diversificadas. O status sanitário favorável do país, que permaneceu livre da Influenza Aviária Altamente Patogênica em plantas comerciais, fortalece suas credenciais de exportação e as negociações de acesso ao mercado com os principais parceiros comerciais da Ásia, do Oriente Médio e dos mercados emergentes da África. A recente aprovação da fusão entre a Marfrig e a BRF pelo CADE, órgão regulador antitruste do Brasil, criou a MBRF Global Foods, demonstrando a consolidação contínua do setor, que melhora o posicionamento competitivo nos mercados globais de proteína e estabelece um concorrente formidável entre os maiores produtores de proteína do mundo;
Aprimoramento da sustentabilidade e da rastreabilidade da cadeia de suprimentos
O setor de carnes do Brasil' está passando por uma transformação significativa em direção à rastreabilidade aprimorada e à certificação de sustentabilidade para atender às crescentes exigências do mercado internacional. O Protocolo de Monitoramento Beef on Track 2.0 entrou em vigor em janeiro de 2025, fortalecendo os critérios de fornecimento livre de desmatamento e direitos humanos. O ministro da Agricultura, Carlos Faro, anunciou planos para o rastreamento individual do gado desde o nascimento até o abate, visando a rastreabilidade total até 2032 para atender às exigências do Regulamento de Desmatamento da União Europeia e manter o acesso ao mercado premium;
Diversificação do mercado de exportação e expansão geográfica
Os produtores brasileiros de carne estão buscando ativamente a diversificação de mercados além dos destinos tradicionais para reduzir a dependência de mercados únicos e capturar a demanda emergente. Somente em 2025, o Brasil abriu 25 novos mercados para produtos avícolas, incluindo pintinhos de um dia para a Coreia do Sul e Benin, carne de pato e peru para a China e carne de frango para a região de Sarawak, na Malásia. Essa diversificação estratégica reduz a vulnerabilidade a interrupções no comércio e, ao mesmo tempo, posiciona os processadores brasileiros para capitalizar a crescente demanda por proteínas na África, na América Central e no Sudeste Asiático;
Desenvolvimento de produtos premium e de valor agregado
As preferências dos consumidores estão mudando para produtos de carne processados e de valor agregado, impulsionando o investimento em inovação de produtos e expansão da capacidade de fabricação. Em outubro de 2023, a JBS inaugurou duas instalações de produção de alimentos de valor agregado em Rolândia, no Paraná, empregando 4.500 trabalhadores para expandir os produtos de frango empanado e as ofertas de salsichas da marca Seara. Essa tendência reflete a crescente demanda dos consumidores urbanos por conveniência e, ao mesmo tempo, permite que os processadores obtenham margens mais altas por meio da diferenciação de produtos;
O mercado brasileiro de carnes está posicionado para um crescimento sustentado durante o período de previsão, apoiado por fortes fundamentos de exportação e recuperação gradual do consumo interno. O mercado gerou uma receita de US$ 31,53 bilhões em 2025 e deverá atingir uma receita de US$ 37,32 bilhões e bilhões;até 2034, crescendo a uma taxa de taxa de crescimento anual composta de 1,89% de 2026 a 2034. A consolidação do setor por meio de fusões estratégicas aumenta a eficiência operacional e a competitividade das exportações, enquanto os investimentos contínuos em infraestrutura na capacidade de processamento e na cadeia de frio logística fortalecem a resiliência da cadeia de suprimentos. O alinhamento regulatório com os padrões internacionais de sustentabilidade posiciona os produtores brasileiros para um acesso contínuo ao mercado premium;
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Categoria de segmento |
Segmento líder |
Participação de mercado |
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Tipo |
Crua |
78,5% |
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Produto |
Frango |
34,8% |
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Canal de distribuição |
Supermercados e hipermercados |
58,9% |
|
Região |
Sudeste |
38,8% |
Insights de tipo:
A carne crua domina o mercado de carnes do Brasil com uma participação de 78,5% em 2025.
A afinidade cultural do Brasil com o preparo de carnes frescas, especialmente por meio das tradições do churrasco e das práticas de cozinhar em casa, sustenta a forte demanda por produtos de carne crua em todas as categorias de proteína. Os consumidores brasileiros demonstram preferência pela seleção de cortes frescos em locais de varejo, o que permite a avaliação visual da qualidade e a seleção personalizada de porções que as alternativas processadas não conseguem reproduzir. A extensa rede de balcões de açougue dentro dos supermercados e a açougues dedicados reforça esse comportamento de compra. A dominância da carne crua reflete a infraestrutura estabelecida de apoio à distribuição de produtos frescos, incluindo redes integradas de cadeia de frio que conectam instalações de processamento a pontos finais de varejo nas principais áreas metropolitanas. Os investimentos contínuos dos processadores na expansão da capacidade de abate demonstram o compromisso contínuo de atender à demanda doméstica de carne fresca;
Informações sobre o produto:
O frango lidera o mercado de carnes no Brasil com uma participação de 34,8% em 2025.
A liderança de mercado da carne de frango reflete seu posicionamento como a opção de proteína animal mais acessível para os lares brasileiros, especialmente durante períodos de pressão econômica, quando os consumidores trocam as alternativas de carne bovina mais caras. A versatilidade da proteína na culinária tradicional brasileira, desde refeições cotidianas até reuniões comemorativas, reforça a demanda consistente das famílias em todos os segmentos de renda. A posição do Brasil como um dos maiores produtores mundiais de carne de frango sustenta uma disponibilidade doméstica robusta a preços competitivos. O status sanitário favorável do país nas operações comerciais de aves oferece vantagens competitivas em relação aos concorrentes globais que enfrentam interrupções no fornecimento relacionadas a doenças, garantindo a continuidade confiável da produção e o acesso ao mercado de exportação durante todo o ano;
Informações sobre o canal de distribuição:
Os supermercados e hipermercados detêm a maior participação, com 58,9% do mercado de carnes no Brasil em 2025.
Os supermercados e hipermercados dominam a distribuição de carnes por meio de seu amplo sortimento de produtos, infraestrutura integrada de cadeia de frio e confiança do consumidor estabelecida por meio de padrões de qualidade consistentes. Esses formatos de varejo são os principais destinos para a compra de carne para uso doméstico, com balcões de açougue dedicados e seções refrigeradas que oferecem uma ampla seleção de categorias de proteínas. As relações estabelecidas entre fornecedores e os principais processadores de carne permitem a disponibilidade consistente de produtos e preços competitivos por meio de vantagens de aquisição por volume. A expansão dos formatos cash-and-carry demonstra a evolução do varejo, atendendo às diversas preferências de compra dos consumidores e, ao mesmo tempo mantendo a integridade da cadeia de frio. Os layouts modernos das lojas, com departamentos especializados em carnes, melhoram a experiência de compra e reforçam a preferência de canal entre os consumidores brasileiros;
Insights regionais:
A região Sudeste domina com uma participação de 38,8% no mercado de carnes do Brasil em 2025.
A liderança de mercado da região Sudeste' decorre de sua concentração dos maiores centros populacionais do Brasil' e dos mais altos níveis de renda familiar, sendo que o estado de São Paulo sozinho representa aproximadamente 30% do PIB nacional. As áreas metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro contêm mercados consumidores densos, com infraestrutura de varejo sofisticada e redes de cadeia de frio estabelecidas, que suportam a distribuição de grandes volumes de carne em diversos formatos de varejo;
A concentração econômica da região atrai investimentos significativos de processadores em instalações de distribuição e parcerias de varejo, garantindo a disponibilidade de produtos em redes de supermercados premium e lojas de varejo de bairro. As fortes taxas de emprego e o crescimento dos salários nos setores de serviços sustentam padrões consistentes de consumo de carne, enquanto as preferências culturais pelo churrasco e pela culinária tradicional brasileira mantêm a demanda em todas as categorias de proteína ao longo do ano;
Por que o mercado brasileiro de carnes está crescendo?
Forte demanda global de exportação e expansão do acesso ao mercado
O mercado de carnes do Brasil se beneficia significativamente da forte demanda internacional, com o país mantendo uma posição de liderança nas exportações globais de carne bovina e de frango. Os esforços contínuos para expandir e diversificar os mercados de exportação apóiam o crescimento sustentado, enquanto as parcerias internacionais e as relações comerciais ajudam a fortalecer o papel do Brasil no fornecimento de produtos de carne em todo o mundo. O foco contínuo no desenvolvimento de mercados e no engajamento estratégico garante que o setor permaneça competitivo, resiliente e capaz de atender à demanda global por proteínas de alta qualidade. Em 2025, o Brasil abriu 25 novos mercados para produtos avícolas, demonstrando o compromisso do governo com a expansão das relações comerciais e a redução dos riscos de concentração de mercado.
Vantagens competitivas de custo de produção
O ecossistema agrícola integrado do Brasil' oferece vantagens significativas de custo na produção de carne por meio do acesso a ingredientes de ração produzidos internamente a preços competitivos. Como o maior produtor mundial de soja e o terceiro maior produtor de milho, o Brasil oferece estruturas de custo de ração substancialmente abaixo dos concorrentes globais, permitindo que os processadores mantenham a competitividade de preços nos mercados internacionais. O real brasileiro desvalorizado aumenta ainda mais a competitividade das exportações, com a depreciação da moeda tornando os produtos de carne brasileiros mais atraentes para os compradores estrangeiros. Essas vantagens estruturais apóiam o crescimento sustentado da produção e a expansão das exportações em todas as categorias de proteínas;
Expansão da infraestrutura doméstica de varejo
O investimento contínuo em formatos modernos de varejo e infraestrutura de distribuição apoia o crescimento do mercado de carnes por meio da melhoria da acessibilidade aos produtos e da conveniência para o consumidor. O setor de supermercados brasileiro representa uma contribuição significativa para a atividade econômica nacional, com extensas redes de lojas que atendem milhões de clientes diariamente em comunidades urbanas e rurais. A expansão dos formatos de atacado de autosserviço e supermercados de bairro amplia a cobertura da cadeia de frio para comunidades carentes, enquanto o crescimento do comércio eletrônico possibilita novas ocasiões de consumo e padrões de compra. Investimentos estratégicos em tecnologia de refrigeração e redes de logística fortalecem o frescor e a disponibilidade dos produtos, reforçando a confiança do consumidor na compra de carne no varejo em todo o país;
Quais são os desafios que o mercado brasileiro de carnes está enfrentando?
Volatilidade de preços e pressões de acessibilidade do consumidor
O aumento dos preços da carne cria barreiras de consumo para as famílias brasileiras sensíveis a preços, já que as pressões inflacionárias sobre os produtos alimentícios continuam a superar os aumentos gerais de preços ao consumidor. Os preços da carne bovina sofreram aumentos sazonais significativos no final de 2024, impulsionados pela forte demanda de exportação e pela desvalorização da moeda, que priorizam as vendas internacionais em detrimento da oferta doméstica. Essas pressões de preço forçam o consumidor a trocar por proteínas de custo mais baixo ou a reduzir a frequência de compra.
Conformidade regulatória e requisitos de sustentabilidade
O acesso ao mercado internacional exige cada vez mais demonstração de conformidade com padrões de fornecimento e rastreabilidade livres de desmatamento, necessitando de investimentos significativos em sistemas de monitoramento e documentação da cadeia de suprimentos. O Regulamento de Desmatamento da União Europeia cria encargos de conformidade para os exportadores brasileiros, exigindo provas de que as commodities não contribuem para o desmatamento recente. Atender a esses requisitos exige um investimento substancial do processador em rastreabilidade individual dos animais e protocolos de verificação de fornecedores;
Vulnerabilidades de surtos de doenças e biossegurança
As operações de pecuária extensiva do Brasil enfrentam riscos contínuos de surtos de doenças que podem interromper a produção e desencadear restrições comerciais. O surto da doença de Newcastle em julho de 2024 em uma planta comercial de aves no Rio Grande do Sul resultou em suspensões temporárias de exportação de vários parceiros comerciais, demonstrando a vulnerabilidade do mercado a incidentes de biossegurança. O monitoramento contínuo da HPAI e o fortalecimento dos protocolos de biossegurança exigem investimentos contínuos e vigilância operacional;
O mercado brasileiro de carnes apresenta uma consolidação significativa, caracterizada por grandes processadores integrados que competem em várias categorias de proteínas e mercados geográficos. As principais empresas nacionais mantêm operações verticalmente integradas que abrangem criação, processamento e distribuição, permitindo eficiências operacionais e controle de qualidade em toda a cadeia de valor. Os investimentos estratégicos na expansão da capacidade de processamento, na inovação de produtos e no desenvolvimento do mercado de exportação diferenciam os principais participantes, enquanto a consolidação contínua reformula a dinâmica competitiva. Os participantes do mercado aproveitam as redes de fornecedores estabelecidas com pecuaristas e criadores de aves para garantir o fornecimento consistente de matéria-prima, enquanto as tecnologias avançadas de processamento e as rigorosas certificações de qualidade fortalecem o posicionamento competitivo nos mercados de exportação premium da Ásia, do Oriente Médio e da Europa;
| Recursos do relatório | Detalhes |
|---|---|
| Ano base da análise | 2025 |
| Período histórico | 2020-2025 |
| Período de previsão | 2026-2034 |
| Unidades | Bilhões USD |
| Escopo do relatório |
Exploração de tendências históricas e perspectivas de mercado, catalisadores e desafios do setor, avaliação histórica e futura do mercado em termos de segmento:
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| Tipos cobertos | Bruto, processado |
| Produtos cobertos | Frango, carne bovina, carne suína, carneiro, outros |
| Canais de distribuição abrangidos | Supermercados e hipermercados, lojas de departamentos, lojas especializadas, lojas on-line, outros |
| Regiões cobertas | Sudeste, Sul, Nordeste, Norte, Centro-Oeste |
| Escopo de personalização | 10% de personalização gratuita |
| Suporte ao analista pós-venda | 10-12 semanas |
| Formato de entrega | PDF e Excel por e-mail (também podemos fornecer a versão editável do relatório em formato PPT/Word mediante solicitação especial) |